sexta-feira, 7 de novembro de 2008

On the other day @ LUX

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It was GOOD!

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Tivesse eu chegado a casa menos cansada nessa noite e neste espaço haveria uma crítica minuciosa ao concerto ;)

Agora restam-me apenas as impressões:
O caminho até ao LUX a maldizer o meu atraso e sempre a pensar que se tivessem começado tocar a horas já devia ter perdido as 2 ou 3 primeiras músicas; o desespero para estacionar o carro o mais próximo possível; chave fora da ignição - boina, gabardine, mala e lá vou eu a correr!

Quando entro percebo que SIM, cool, ainda não tinha começado, mas... a sala estava a abarrotar. São concertos em salas destas os únicos momentos na vida em que saio da minha confortável posição de "bem comigo mesma" e grito para dentro PORQUE RAIO É QUE EU NÃO TENHO 1,80m? Tento furar pela turba distribuindo desculpas, sorrisos e com licenças, mas deu em nada, a geração a seguir à minha evoluiu geneticamente mais bem preparada para assistir a concertos de pé e a não ser que fique mesmo à frente já percebi que pouco vou ver... resigno-me, vou até ao balcão e peço um Famous Grouse.

A banda passa por mim, estou de frente para o palco, estou longe mas como até tenho um espacinho que dá para me mexer sem incomodar vizinhos e se me esticar toda e ficar em bicos dos pés até vejo qualquer coisa, decido ficar por aqui.
O som está um bocado abafado, alguma reverberação nos graves que faz com que as palavras não se entendam todas (e não, não me refiro às cantadas pela Mira na sua língua natal!), mas a sucessão de temas cola-me sorrisos nos lábios. Impossível ficar parada.

Não me desiludem: entre os temas óbvios do último trabalho - Black Cat, Ghosts, Runaway, Deep Blue... vão aparecendo outros como Seventeen, Party Girl, International Dateline ou o já tão esperado Destroy com que fecham a apresentação. Ficou por tocar um dos temas que eu ando a ouvir bastante "I'm not scared"... Oh well... não se pode ter tudo!
Na pausa antes do 'encore' ganho coragem e decido ir em frente; valeu porque tive o momento alto da noite a dançar com mais espaço e finalmente a ver decentemente uma das preferidas: "Fighting in Built Up Areas".

Já na rua em direcção ao carro, cansada e bem disposta, assalta-me por palavras o pensamento de familiaridade que tive toda a noite: a Helen Marnie faz-me lembrar a Siouxie. E não é só pelo corte de cabelo, há qualquer coisa na postura e tom de voz...



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5 comentários:

Azelpds disse...

Pela lista das músicas na volta não tocaram muito mais tempo que no Porto e a cena da qualidade do som foi o que também notei na altura lá. Se calhar não têm um técnico de som decente com eles ahahah. :p

Na altura, quando o baixo tocou a primeira nota fiquei mesmo eh lá. ;)

Ainda bem que gostaste, mesmo com os atrofios do transito e não conseguires ver bem o concerto. :)

Sofia disse...

Alô :)

Pelas minhas contas tocaram uma hora e picos, não lhes tinha ficado nada mal voltarem outra vez a palco... o pessoal ainda pediu... mas sem sorte. Foram muito pouco comunicadores com a audiência e também, de certo modo, um pouco contidos de mais. Houve temas em que pensei "é desta!" mas nada, tirando algum saltitar da Mira não se viu extroversão física dos restantes nem desvarios sonoros. Foram muito selectamente "profissionais", excepto claro o técnico de som, se fosse comigo ficava uma semana amarrado a pão e àgua e não lhe pagava. hehehe.

Gostei de ter dançado com eles ali a tocar, foi bom, só que houve temas em que tudo podia ter tido uma reviravolta e ter-se tornado muito bom, o que não chegou a acontecer :(

de 1 a 10 foi um 6.5! Vá lá...7.
Gosto do som que fazem :)
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Azelpds disse...

Sim, o som é fixe, apesar deste último álbum não me ter convencido muito. :)

Aí no Lux o que adorei na altura foi o concerto de IAMX. Nossa senhora, que noite. :p Agora ladytron não faço tenções de ver mais depois da última no Porto, e pelo que descreves, no Lux não foi lá muito diferente. Não sei, para uma banda com hmm, 4 álbuns editados já, fora uma colectanea salvo erro, e com algum nome, espera-se melhor. :)

Gostei muito mais do concerto que fomos ver dos Mary Onettes recentemente por exemplo. :)

Sofia disse...

Sim, foi superior.
Concordo :)

Aparece também a questão da humildade: Têm bem menos (nome, trabalhos editados...) e deram, de longe, MUITO MAIS.

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Azelpds disse...

Ya, e o país de origem, Suécia, parece sinónimo de humildade e simpatia em termos de bandas, invés do UK ou US como acontece em vários casos. :)

Já o concerto que fui ver de Shout Out Louds foi assim bastante simples também, mas a simpatia da banda era notória.